Lei e EvangelhoSimul justus et peccator
Um Pastor Luterano

Was Christum Treibet (Martin Luther).

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Vizinhos oferecem alimentos a uma família.Pregações

A crise e a compaixão

Amados irmãos, amadas irmãs,

nossa sociedade estava se tornando cada vez mais individualista. Talvez, em grande medida, nossa sociedade continue bastante individualista onde cada um vive no seu quadrado, na sua realidade, importando-se apenas consigo mesmo e o restante do mundo que cuide de si. O lema dos mosqueteiros – “um por todos e todos por um” – tem sido transformado em “eu por mim e todos por mim”.

Porém, percebemos que a Pandemia do Corona Vírus também tem despertado em várias pessoas ou até grupos um lado que estava bastante esquecido. A sociedade chama esta atitude de solidariedade que tem no seu significado as pessoas que se unem para construir algo sólido. Solidariedade é a construção com solidez de algo que não é apenas para aquele momento, mas deve durar por bastante tempo. A fé cristã fala da mesma realidade a partir da palavra grega diaconia que significa serviço, servir a mesa, ministério, etc. Embora a grande massa continue não se importando muito com as outras pessoas, precisamos destacar que há muitos casos de diaconia para com aqueles que neste tempo estão mais necessitados.

Em uma reportagem do UOL lá do dia 07 de Abril de 2020, Cris Fernández Andrada, professora do departamento de psicologia social da PUC-SP disse que “Seres humanos são seres coletivos que se identificam com a mesma condição diante de crises agudas que ameacem nossa existência”1. A reportagem conta também que Talal Al-tinawi, um engenheiro mecânico sírio, resolveu distribuir 300 marmitas para idosos em São Paulo.

Estas atitudes se multiplicam por onde quer que olhamos. Aqui mesmo na Paróquia já foram doados alimentos a famílias, bem como a entidades. A empatia que era silenciosa e esquecida agora é celebrada. O cuidado e a preocupação com o outro leva a ações práticas de auxílio em momentos de crise e dificuldade. A união em torno do bem é algo que faz bem, traz um tipo de felicidade que não é encontrada de outro modo.

Eu venho de uma região onde acontecem enchentes. Na minha cidade elas não são tão comuns, mas nas cidades de Rio do Sul e Blumenau (lá em Santa Catarina) sim. Em 2011, a barragem de Ituporanga, uma cidade próxima, construída apenas para armazenar a água da chuva e posteriormente soltá-la aos poucos, passou 5 metros por cima. Sim! Nunca havia acontecido! Uma altura de 5 metros de água passou por cima da barragem. As cidades à frente ficaram inundadas. Já estava na faculdade neste período cursando o Curso Bíblico Básico. Lembro-me de que logo após a enchente, ao ir para casa, a cena que vi na cidade de Rio do Sul era uma cena de guerra. As ruas cobertas de entulhos, lixos, terra, barro, etc. Mas me lembro também que tanto o rádio quanto a TV anunciavam que ao mesmo tempo em que havia a crise, também havia a solidariedade. Vizinhos que antes não se conheciam agora se ajudavam a tirar os móveis estragados uns dos outros, a limparem as casas uns dos outros, assim por diante. Parece que a crise nos faz reconhecer que não somos tudo aquilo que achamos que somos e que precisamos da coletividade muito mais do que imaginamos.

O apóstolo Paulo também estava passando por uma crise. Ele estava preso, ou seja, completamente isolado das comunidades que tanto amava. Algumas foram, inclusive, fundadas por ele. Mas, agora, Paulo está encarcerado. Está em isolamento. Não tem muito contato com as outras pessoas. É um momento de crise. Paulo não sabia se sairia da prisão para poder novamente proclamar o Evangelho de Jesus Cristo ou se dali ele iria para a condenação à morte. Acontecesse o que fosse, Paulo demonstrava estar preparado para o sofrimento.

É na prisão em Roma por volta de 58 a 60 d. C. que o apóstolo Paulo escreveu a sua carta aos Filipenses. Em Filipos, estavam os irmãos que Paulo mais amava. Filipos é chamada de “A Comunidade da Alegria”. De todas as comunidades do Novo Testamento, Filipos era a que menos dava trabalho. Talvez alguns irão lembrar de uma pregação que fiz em maio do ano passado, 2019, onde destaquei que Paulo queria ir para o Oriente, mas o Espírito Santo não o permitiu; por isso, ele acabou indo para o Ocidente e fundando esta comunidade em Filipos.

Filipos é a comunidade mais elogiada no Novo Testamento. Podemos ver alguns exemplos: 1.3-4: “Agradeço a Deus por minhas lembranças de vocês e oro, com alegria, por vocês filipenses”; 1.5: “Vocês tem cooperado no evangelho desde o primeiro dia até hoje”; 1.7-8: “Por isso levo vocês dentro do meu coração, visto a saudade que tenho de vocês”; 1.9: “Que o amor de vocês aumente ainda mais”; 2.12: “Vocês são obedientes tanto na minha presença como ausência”.

São muitos e bons elogios para a comunidade cristã. Paulo tem um carinho enorme por aqueles irmãos e irmãs em Cristo. Mas, esta estrada tem duas vias. Também a comunidade em Filipos tem um carinho muito grande pelo apóstolo Paulo. Em meio à crise, ou seja, em meio à prisão de Paulo, a comunidade de Filipos o ajudou de muitas maneiras. Olhemos o que Paulo testemunha: 4.10: “Além do mais, vocês mesmos são os que tem cuidado de mim”; 4.14-15: “participando da minha tribulação e me enviando donativos”; Paulo está vivo pela provisão de Deus por meio dos Filipenses. Se estes irmãos e irmãs não lhe levassem comida, ele morreria de fome. Um condenado na época não tinha direito a nada, mas só era alimentado caso a família ou alguém se dispusesse a ajudar. Paulo é agraciado pelo cuidado dos filipenses. Por isso, Paulo deseja aos irmãos: 4.19: “Assim, Deus há de suprir cada uma das necessidades de vocês como vocês tem suprido as minhas.”

Porém, Paulo faz tantos elogios à comunidade em sua carta (hoje seria uma mensagem de Whats App) que ele também fica preocupado que eles poderiam se orgulhar demais, acharem-se os tais e menosprezarem as outras comunidades. Paulo elogia, mas sabe fazer isso da maneira certa. Por isso ele diz o texto de Filipenses 2.1-13 que nós já ouvimos no início.

Aquela comunidade em Filipos ia muito bem, até levava comida ao apóstolo Paulo. Ele, então, para não os deixar se orgulharem em seus próprios méritos e recursos, diz: 2.1-2: “Portanto, se existe alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há profundo afeto e sentimento de compaixão, então completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor e sendo unidos de alma ou mente.” O apóstolo Paulo já está alegre pela comunidade, mas se há mais algo que eles podem fazer pelo Reino de Deus é manter a humildade e não deixar o orgulho e o egoísmo tomar conta das suas vidas e da sua comunidade. Paulo pede que eles sejam unidos, pensem a mesma coisa. Que não puxem um para um lado e o outro para outro lado, mas que caminhem todos na mesma direção.

Sem alvo, a vida não sai do lugar. É preciso caminhar junto e na mesma direção. É preciso deixar o orgulho, o egoísmo, as preferências pessoais de lado para não desperdiçar energia com estresses desnecessários, mas com todos na mesma direção!

Por isso, Paulo diz aos irmãos: 2.3-4: “Não façam nada por interesse pessoal ou vaidade, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo, não tendo em vista somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros.” Perceba: Paulo aqui não está falando de nos diminuirmos como se não tivéssemos valor algum no Reino de Deus. Não! Não se trata de se diminuir, mas de se importar com os outros! Fazer os outros tão importantes quanto acho que eu sou. Uma disposição ao serviço que não acontece apenas em favor próprio, mas a todos que do serviço necessitam.

Para exemplificar este serviço ao outro, Paulo cita um dos trechos que é dos mais importantes de todo o Novo Testamento e de toda a Bíblia que são os versículos 5-11. Tive o privilégio de estudar de maneira muito aprofundada este texto bíblico no tempo da faculdade. E este texto mudou e moldou muito a minha compreensão teológica.

Para falar de humildade a uma comunidade que recebe diversos elogios por seus atos de serviço ao apostolo e a outros, o apóstolo Paulo cita um hino da época. Sim! Este trecho dos versículos 5-11 é um hino. Pena que não havia partitura ou gravador de voz na época para alguém registrar como ele era cantado. No grego original até percebemos algumas rimas. Mas por quê um hino ser citado dentro de uma carta?

Este hino é conhecido na teologia como Hino Cristológico, pois ele fala de Jesus, desde seu nascimento, passando pela morte e culminando na ressurreição e glória eterna. Paulo cita este hino na carta para demonstrar que Jesus é o próprio Deus que poderia ter permanecido como tal, mas se esvaziou a si mesmo, assumindo a forma de servo. Ao se tornar homem, Jesus não deixou de ser Deus, mas ele assumiu a nossa humanidade na sua totalidade. Não apenas isso, mas também se dispôs a se tornar servo! Está entendendo? Deus se faz servo! Ele não é apenas servido, mas se dispôs a servir. Deus se faz homem. Deus se faz servo. O mesmo por meio de quem foram criadas todas as coisas agora se faz por livre vontade um servo! A diaconia, ou seja, o ministério e o serviço cristão não partem a princípio da lógica do poder e da autoridade, mas da disposição a servir a Deus por meio do próximo.

E não para por aí. Não foi apenas um esvaziamento e o assumir a forma de servo. O que nos diz o v. 8? “ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.” Foi na cruz que Deus deu a toda a humanidade o maior exemplo do seu amor e humildade. O Deus Onipotente, Onipresente, Onisciente agora está pendurado em uma cruz! Ali ele serve a Salvação a todos aqueles que o confessam como único e suficiente Senhor e Salvador das suas vidas. No banquete da ceia nós lembramos disso. A ceia não é um momento de irmos silenciosos e tristes, mas de alegria, pois é uma refeição que o próprio Deus está servindo a nós e onde ele nos rememora – em memória de mim – que Cristo Jesus foi servido na cruz para a nossa salvação onde ele entregou seu corpo e derramou seu sangue em nosso lugar. Ele se humilhou, foi obediente até a morte de Cruz!

Deus nos serviu para que tomássemos uma atitude de serviço. Filipenses tomou isso para si como parte da sua missão. A comunidade era empenhada a servir aqueles que sofrem, aqueles que são fracos, aqueles que não são. Filipos testemunhava do Evangelho desta forma: levando o Evangelho, mas também o pão.

A atitude de Jesus demonstra que Deus se importa com os fracos do mundo. Eles não são excluídos, mas são servidos. Quem se diz um cristão é responsável pelas outras pessoas, pois serve ao Cristo que se dispôs a servir! Não há outro jeito de ser cristão senão amando e servindo como Jesus amou e servir, esvaziando-se de todo orgulho, prepotência, egoísmo, vontade de potência, potência de agir, para, então, servir amorosamente aos outros.

Antes de Jesus isso não acontecia. Antes de Jesus, os fracos e famintos eram deixados para morrer. No mundo grego, por exemplo, valorizava-se o sábio e inteligente; no mundo romano, os fortes e aptos para a guerra. Quem não se adequava, era excluído ou até morto!

Olhemos, por exemplo, o que o filósofo grego Platão diz para os médicos em um dos seus mais importantes livros, A República:

quanto ao indivíduo enfermiço por natureza e incontinente, não pensavam que houvesse vantagem, para ele ou para os outros, em prolongar-lhe a vida, nem que a arte médica fosse feita em sua intenção, nem que fossem obrigados a tratá-los2.

Na “maravilhosa” República de Platão, o que deveria ser feito com a pessoa que nasce ou tem alguma deficiência? E com as pessoas que não tivessem os méritos e os requisitos exigidos pela sociedade? Platão diz que a vida não lhe deveria ser prolongada. Os médicos não deveriam tratar estas pessoas, mas facilitar o encurtamento das suas vidas.

E Platão diz mais em A República:

Por consequência, estabelecerás em nossa cidade médicos e juízes tais como os descrevemos, para tratarem os cidadãos que são bem constituídos de corpo e alma; quanto aos outros, deixaremos morrer os que têm o corpo enfermiço; os que têm a alma perversa por natureza e incorrigível serão condenados à morte3.

Os fracos deveriam ser deixados para o quê? Para morrer! Platão queria uma sociedade apenas de fortes. Na sua República, não haveria espaço para os não capazes. Na República de Platão, apenas os fortes. Isso nos lembra alguma outra coisa do séc. XX, não é mesmo? Na II Guerra Mundial também houve um personagem que quis criar uma raça perfeita. Não precisamos sequer gastar as cordas vocais dizendo o seu nome, mas vocês sabem de quem estou falando!

O Cristo Jesus que serve ao mundo morrendo em uma cruz rompe com a República de Platão que queria salvar apenas os fortes e capazes. A fé cristã traz para o mundo a ideia, como já disse há dois domingos atrás, de que todos são iguais e tem o mesmo direito à vida, tanto os fortes e capazes quanto os fracos e incapazes. E hoje, Deus usa a nós como instrumentos para servirmos aos fracos, aos que não são para confundir os que acham que são alguma coisa.

O pastor norte-americano Timothy Keller diz no seu interessante livro Igreja Centrada: “os cristãos mudaram a história e a cultura ao conquistarem as elites e também ao se identificarem profundamente com os pobres”4. Era o forte, mas também o fraco! Iguais!

Deus tem empatia pelos fracos. Com ou sem crise, a fé cristã convida a todo ser humano a uma atitude de serviço. Levar o Evangelho, salvar os perdidos, mas também alimentar aqueles que tem fome, vestir os que passam frio, assim por diante. É a fé cristã que transforma humanidade de apenas uma palavra em um valor: o ser humano! É nosso dever sim cuidar dos outros, agir com responsabilidade, proteger a vida, especialmente quando a vida está bem ameaçada seja pelo que for!

Ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Ele se humilhou para servir, para morrer, para salvar. Esta é a missão do Filho de Deus. Ele sofre o peso da cruz para nos libertar: servimos ao outro em completa liberdade e alegria!

Na última quinta-feira, tivemos um momento bem importante chamado Conectad@s onde o Prof. Dr. Euler Renato Westphal nos trouxe um grande banho de água fria e onde vimos que precisamos mudar muitas coisas na nossa espiritualidade. Uma das coisas que me marcou foi quando ele usou essa pintura Matthias Grünewald de 1528. Nela, pra você que nos escuta pelo rádio, conforme o Prof. Euler, temos o apóstolo João apontando para Jesus. Jesus está pendurado na cruz e a madeira onde suas mãos estão pregadas até está arcada. A madeira está arcada, pois ele está levando sobre si o peso do pecado do mundo inteiro. Se olharmos a imagem de modo aproximado, vemos que há marcas no corpo de Jesus: são as marcas da pandemia da época que era a peste bubônica onde as pessoas tinham hemorragias até a morte!

Deus se faz fraco. Ele sente a dor da peste. Onde está Deus com aqueles que morrem por causa do novo coronavirus? Deus está na cruz sentindo com eles toda a angústia e a falta de ar. Inclusive, a morte por crucificação não se dava por causa do derramamento de sangue principalmente, mas porque o peso do corpo aperta os pulmões e impede o crucificado de respirar. Em cada movimento para respirar, sente-se novamente as dores dos pregos nos pés e nas mãos, bem como a dor dos nervos e músculos esticados por muito tempo.

Deus se faz fraco. Ele carrega sobre si a peste, a angustiante falta de ar, a dor da morte. Ele sofre com aqueles que sofrem. Deus não nega os fracos, mas se faz como um fraco. Deus assume a nossa humanidade na totalidade. Ele serve! Ele morre!

O crucificado é a revelação do Deus que não foge da dor, da desgraça, da miséria, da pandemia; o crucificado é a revelação do Deus que sofre tudo aquilo que o ser humano pode sofrer! Na minha dor, angústia e desespero, ele sofre comigo! Na minha miséria, ele me serve misericórdia. No meu pecado, ele me serve seu amor incondicional. Nós queremos o poder, mas Deus se faz fraco!

Martinho Lutero ao interpretar este texto bíblico, nos diz:

Cristo Nosso Senhor, porém, ordenou que ninguém pretendesse ser o deus do outro, mas que cada qual fosse servo do outro, segundo o amor; que ninguém desejasse a infelicidade e a desgraça do outro nem se alegrasse com elas; pelo contrário, que todos fossem compassivos e misericordiosos para com a necessidade e a desgraça do próximo.5

O que fazer então, pastor? A fé cristã nos faz vestir o avental para que coloquemos as mãos à obra no mundo. É assim que nos dispomos a servir a todas as pessoas. Como Deus se esvaziou a si mesmo, assumindo a forma de servo, semelhante a nós e humilhando-se à morte de cruz, o Evangelho nos chama a vestirmos o avental e carregarmos as cargas uns dos outros, até mesmo daqueles que já estão com a cruz arcada.

A boa notícia é que Jesus não permaneceu morto. A vida venceu. O texto de Filipenses prossegue dizendo da exaltação de Jesus que recebeu o nome sobre todo nome. Ele, de fato, está conosco. Ele está vivo! Mas ressuscitou com as marcas da cruz. Ela continua sendo a marca do Filho de Deus. É através do agir do Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Trindade, que Jesus está conosco em meio ao que enfrentamos. É pelo mesmo Espírito Santo que Deus impulsiona a igreja recebe dons para que o próximo sejam servidos em amor e a glória seja de Deus.

Que assim como a comunidade de Filipos, todos nós sejamos impulsionados a agir em serviço dos outros não apenas agora neste tempo de Pandemia, mas sempre, pois as dificuldades existem com ou sem pandemia. Que como Paróquia Ferrabraz e você que nos escuta daqui da cidade ou de outros lugares nos perguntemos: o que mais podemos fazer? Acredito que em uma passada pela cidade já podemos ter algumas boas dicas.

Que Deus nos ajude a cuidarmos uns dos outros. Deus ama os fracos e não são excluídos, embora no Brasil os fracos estejam sendo excluídos em nome de Deus, quando cristãos dizem, por exemplo, “os idosos iriam morrer de qualquer forma”. Não! Isso não é fé cristã! Fé cristã é o cuidado para com o próximo, bem como para com a Criação de Deus, o meio ambiente que este ano está gritando em seus gemidos por socorro!

Que Deus efetue em nós tanto o querer como o realizar, segundo a sua vontade.

Amém.

Notas e referências

  1. FERNÁNDEZ ANDRADA, Cris. In.: < https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/04/07/ acoes-solidarias-se-multiplicam-durante-pandemia-do-novo-coronavirus.htm >. Acesso em: 26. set. 2020.

    ↩
  2. PLATÃO. A República. Livro III, p. 135. Disponível em: <http://www.eniopadilha.com.br/docum entos/Platao_A_Republica.pdf>. Acesso em: 20. ago. 2019.

    ↩
  3. PLATÃO, op. citatum.

    ↩
  4. KELLER, Thimothy. Igreja Centrada. São Paulo: Vida Nova, 2014. p. 179.

    ↩
  5. LUTERO, Martin. Aos Pastores que Preguem Contra a Usura. 1540. In: LUTERO, Martin. Obras Selecionadas: Ética: fundamentos – oração – sexualidade – educação – economia, v. 5. 2. Ed. São Leopoldo: Sinodal; Porto Alegre: Concórdia. 2011.p. 479.

    ↩