PregaçõesAs Promessas do Restaurante
Amados irmãos, amadas irmãs,
chegamos hoje ao último capítulo da Série O Restaurante.
Deus nos ensinou muitas coisas sobre a sua Igreja neste período. Agora, fechamos um ciclo sabendo mais sobre de quem é a igreja, o que é a igreja, quem é a igreja e, hoje, para quê existe a Igreja.
No restaurante que é a igreja, não estamos apenas de passagem. Ao contrário, uma vida com o restaurante não influencia apenas o presente onde nos alimentamos e vamos embora, mas influencia também o nosso futuro. A grande verdade é que quando estamos no restaurante que é a igreja, estamos vivenciando um pouco a vivência que será em outro restaurante que não pertence a este mundo. Se agora a nossa experiência com o restaurante acontece pela fé, no futuro essa experiência será pelo amor em relacionamento verdadeiro com Os Donos. Hoje é o dia em que poderemos decidir se queremos fazer parte do restaurante ou procurar comida em outro lugar.
Mas, afinal de contas, quais são as promessas do restaurante?
1 A SALVAÇÃO FUTURA
O restaurante em que participamos agora não é nada comparado àquele a qual estaremos um dia na presença dos donos. Se aqui ainda reina o pecado e a maldade, no futuro reinará a santidade e o amor.
Ao participarmos da Igreja, estamos celebrando a espera de algo que já é presente e pode ser vivenciado, mas também que está por vir. Vivemos o presente pela fé com a promessa daquilo que ainda não chegou, mas chegará. Nosso convício com os donos e outros clientes são, na verdade, apenas um pequeno aperitivo daquilo que vai chegar. Estamos no restaurante presente com a esperança do restaurante futuro a qual nós não podemos construir, mas apenas receber. Ao receber, também seremos muito bem recebidos.
Há um livro em específico da Bíblia que fala sobre o futuro. É um livro pouco lido e que causa medo na maioria dos leitores. Muitas vezes, porque os monstros descritos em suas linhas são imaginados mais fortes e poderosos que o próprio Senhor Jesus. De qual livro estou falando? Claro que Apocalipse.
O nome original deste livro no grego é Revelação. O Apóstolo João recebeu de Deus uma revelação sobre tudo o que deveria acontecer no futuro. Assim diz o início deste maravilhoso livro: “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando o seu anjo, deu a conhecer ao seu servo João, que atestou a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo, quanto a tudo o que viu. Bem-aventurado aquele que lê, e bem-aventurados aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo.” (Apocalipse 1.1-3). A palavra anjo no grego original do Novo Testamento significa mensageiro. Portanto, um mensageiro veio da parte de Deus comunicar a João (para que este escrevesse) as últimas coisas que deveriam acontecer antes do fim de tudo.
Apocalipse é a última revelação de Deus direta ao ser humano. Após Apocalipse, todo o conhecimento sobre Deus está registrado nas Sagradas Escrituras conforme foi revelado ao longo da história. Apocalipse é um livro fantástico. Quem sabe, no futuro, faremos uma série de pregações sobre o livro de Apocalipse.
Não podemos nos aprofundar agora em todo o livro do Apocalipse. Vou me ater àquilo que revela sobre o futuro, sobre as promessas de Deus. Assim nos diz Apocalipse 19.5-8: “E do trono saiu uma voz, que dizia: “Louvem o nosso Deus, todos vocês, os seus servos, todos os que o temem, os pequenos e os grandes”. Então ouvi o que parecia ser a voz de uma grande multidão, uma voz como de muitas águas e como de fortes trovões, dizendo: “Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso. Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque chegou a gora das bodas do Cordeiro, e a noiva dele já se preparou. A ela foi permitido vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro.” Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos.”
Este texto está falando do que acontece após a ressurreição. A Igreja é chamada de Noiva de Cristo. No dia da ressurreição (que ainda vai acontecer), a Noiva sobe aos céus para se encontrar com o Noivo Jesus Cristo. É uma linguagem simbólica que a Bíblia usa para manifestar esse encontro celestial. Quando nós, a Noiva, encontrarmos o Noivo Jesus Cristo, é o dia em que estaremos na Igreja Celestial para todo o sempre. Será um dia de pleno louvor e ação de graças. A Igreja será vestida de um linho finíssimo, como em um casamento real.
Mas, não para por aí. Esta chegada é também um motivo de comemoração. Os verdadeiros crentes são recebidos com um banquete celestial. Este é o momento onde estaremos no restaurante celestial sendo servidos pelo próprio e amado Senhor. Nos diz a sequência do texto: “Então o anjo me disse: – Escreva: “Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro.” E acrescentou: – São estas as verdadeiras palavras de Deus.” (Apocalipse 19.9). Após o encontro, haverá a Ceia, o banquete com o próprio Senhor. Imagine as milhões de pessoas de agora e de toda a história que criam e confessavam Jesus Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador reunidas para um banquete celestial. Nossa imaginação não dá conta de algo assim. Há algumas pinturas que nos ajudam, como essas...
Por isso, a participação no restaurante agora é na certeza da promessa do restaurante do futuro, do banquete celestial onde O Dono do Restaurante recebe seus clientes como uma noiva. E esta comunhão permanece para todo o sempre.
Tudo o que nós fazemos na Igreja não está preso apenas ao presente. Ao contrário, ao olharmos para o passado, somos lembrados da morte do Cordeiro de Deus na cruz; mas ao olharmos para o futuro, vemos este mesmo Cordeiro de Deus ressurreto nos esperando com um banquete celestial.
O apóstolo Paulo diz em 1 Coríntios 2.9: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” É inimaginável! É inatingível! É incalculável É glorioso! É majestoso! É eterno.
Porém, como fica o mundo aqui enquanto isso?
2 A SALVAÇÃO PRESENTE
A esperança na eternidade não deve nos tornar aliens, ou seja, estranhos e alienados dos problemas do mundo aqui. Aguardamos o futuro agindo no presente. Assim como somos servidos pelo garçom Jesus Cristo, também nos dispomos a servir aos outros levando a palavra e a solidariedade. Esta missão é de todo cristão.
Jesus Cristo mesmo nos diz no Evangelho de Mateus 25.31-40: “Quando o Filho do Homem vier na sua majestade e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória. Todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos: porá as ovelhas à direita e os cabritos à sua esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: “Venham, benditos de meu Pai! Venham herdar o Reino que está preparado para vocês desde a fundação do mundo. Porque, tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; era eu forasteiro, e vocês me hospedaram; eu estava nu, e vocês me vestiram; enfermo, e me visitaram; preso, e foram me ver.” – Então os justos perguntarão: “Quando foi que vimos o senhor com fome e lhe demos de beber? Ou com sede e lhe demos de beber? E quando foi que vimos o senhor como forasteiro e o hospedamos? Ou nu e o vestimos? E quando foi que vimos o senhor enfermo ou preso e fomos visita-lo?” – O Rei, respondendo, lhes dirá: “Em verdade lhes digo que, sempre que o fizeram a um destes meus pequeninos irmãos, foi a mim que o fizeram.” Na sequencia do texto, Jesus condena aqueles que viram o sofrimento e não fizeram nada.
Nós cremos na promessa da vida eterna, do banquete no “restaurante celestial”, mas isso não deve nos cegar para a realidade do aqui e agora. Cumprimos a promessa do restaurante quando exercitamos a tarefa de amar como Jesus amou. Assim como ele serviu, a diaconia é a oportunidade para servirmos e levarmos o seu amor às outras pessoas. Entretanto, diaconia não é apenas fazer o bem, mas levar o Evangelho. Diaconia é dar o pão a quem tem fome, mas também comunicar-lhe a esperança do banquete celestial, que Jesus é o pão da vida. Sem a ativa pregação do Evangelho, a diaconia se transforma em assistência social e a igreja é transformada apenas em uma ONG. A ajuda sempre deve vir acompanhada do ouvir do Evangelho.
E assim encerramos essa série. Que Deus possa nos abençoar a amarmos ainda mais a sua Igreja para um dia celebrarmos a promessa, todos juntos, de um banquete celestial com o próprio Senhor. Lembre-se: Leia a Bíblia e ame a Igreja de Jesus, defenda a Igreja de Jesus, se preciso, dê a vida pela Igreja de Jesus. Amém!