Lei e EvangelhoSimul justus et peccator
Um Pastor Luterano

Was Christum Treibet (Martin Luther).

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Duas pessoas se reconciliam à porta de uma casa.Pregações

Enfim, a hipocrisia

Amados irmãos, amadas irmãs,

nós vivemos uma época onde aquilo que eu quero determina tudo. Não são poucos os casos de adolescentes super revoltados simplesmente porque não ganharam o celular que tanto desejavam. Vivemos em um mundo cada vez mais centrado no “eu”, nas minhas vontades, nos meus desejos, nos meus sonhos, na minha carreira, assim por diante. Antes, estávamos mais ligados à família, à comunidade, enfim, à coletividade. Nos amamos tanto que temos uma vontade enorme de comunicarmos perpetuamente o quanto nos amamos. Ao acordar, é postado o sol raiando; ao almoçar, vai para as redes sociais uma foto do meu prato; trata-se de um mundo onde a intimidade é colocada continuamente em público para que todos vejam como eu sou feliz. Trata-se de um novo fenômeno cultural onde tratamos os outros com indiferença e podemos sentir solidão dentro da multidão.

Ao mesmo tempo, buscamos novas maneiras de “salvação”. Continuamente queremos nos justificar através da beleza, da saúde, da prosperidade. Queremos ser úteis. A vivência para o outro não é no sentido de amá-lo incondicionalmente como ele/a é, mas fazê-lo amar-me como eu sou. Nesta nova sociedade, apenas precisamos nos carregar nas costas. Ninguém é responsável por ninguém, ao mesmo tempo em que todos deveriam ser responsáveis pela minha própria felicidade. Temos em nossas mentes uma ideia de que somos livres, mas, tudo pode não passar de uma grande ilusão de liberdade quando, na verdade, talvez tudo não passe de uma escravidão de si mesmo, dos desejos, da beleza, das curtidas, assim por diante.

Neste Admirável Mundo Novo, aquele que é útil é valorizado enquanto aquele que é considerado inútil é descartado. Esta nova sociedade não interpreta a graça como um valor incondicional tal qual foi ensinado por Jesus; graça hoje é viver do consumo, ser forte e bem-sucedido. Já o pecado é considerado o viver no insucesso, na doença, na solidão, na tristeza. Aceitamos aqueles que consideramos úteis e tiramos das nossas vidas com um clique aqueles que não acreditamos ser úteis a nós.

Quanto é trazido à tona o tema de relacionamentos tóxicos, em muitos casos um ser humano é tratado não como ser humano, mas como um objeto que só preciso desconectar da minha vida. Nega-se que o problema possa ser comigo mesmo. Nega-se que, talvez, seja eu quem precise avaliar algumas coisas e não o outro. Porém, descartar o outro da vida é tão fácil que nem vale a pena olhar e conhecer um pouco mais a si mesmo. Encontrar-se consigo mesmo pode trazer à tona coisas indesejáveis que deixamos bem escondidas nos mistérios da nossa vida. Ao invés de nos encararmos, colocamos a culpa da toxicidade dos relacionamentos nos outros, querendo tirar da nossa vida o que não nos faria bem. O teólogo alemão Friedrich Nietzsche diz: “Quando você olha para o abismo, o abismo olha de volta para você.” Olhar para o mais profundo de nós mesmos pode ser assustador, mas também como uma oportunidade de autoconhecimento e restauração.

Vivemos novas formas de religiosidade onde o que importa é o eu, a minha felicidade, onde a salvação é alcançar o sucesso e o inferno quando temos o fracasso. As pessoas são amadas não por serem humanas e, por isso, dignas, mas são amadas apenas se possuem algo a oferecer. Do contrário, são descartadas da vida. Eu sou o meu deus. Todos devem servir a mim. Tudo deve existir para mim. Devo ter o direito de ter tudo o que eu quero. Do contrário, serei infeliz. Este é o Admirável Mundo Novo em que vivemos. Um consumo onde a salvação acontece no consumo de coisas, no comprar, na busca por prestígio e ser aceito.

Diante desta realidade, o Evangelho é uma proposta mais do que adequada. O Evangelho ensinado por Jesus efetuou uma grande mudança no mundo antigo. Enquanto os gregos valorizavam apenas o que era belo e sábio, os romanos e espartanos os que eram fortes e aptos para a guerra, Jesus valorizava os inúteis. Jesus caminhava com os que “não são” para confundir os que acham que “são” alguma coisa. Enquanto os gregos e os romanos faziam distinção entre vida útil e vida inútil, Jesus amava incondicionalmente aqueles que ninguém amava. Jesus caminhava com os pecadores, as prostitutas, as crianças, as pessoas com deficiência. A relevância de Jesus Cristo para o tempo em que vivemos é que todas as pessoas são dignas. Ele ama os fracos. Ele mesmo se faz fraco em uma cruz.

Para o filósofo ateu italiano Gianni Vattimo, “vivemos em uma civilização forjada pela mensagem bíblica e especificamente cristã”1. Vattimo, mesmo sendo ateu, defende que sem os valores cristãos que garantem a dignidade de toda vida humana, o mundo que conhecemos se tornaria um caos. O teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer, mártir da 2ª Guerra Mundial, diz: “ao destroçar a fé bíblica em Deus (...) o ser humano destrói-se a si mesmo. Surge um vitalismo desenfreado que traz consigo a dissolução de todos os valores, sossegando, apenas, na autodestruição final, no nada”2. Por fim, Bonhoeffer afirma que “com a perda da unidade criada pela forma de Jesus Cristo, o Ocidente está diante do nada”3.

Para Roger Scruton, um filósofo inglês, o sentido da vida não é meu. A pergunta, conforme ele, não é “qual é o meu sentido da vida?” mas, sim, “qual é o nosso sentido da vida?” Precisamos resgatar as raízes da importância da coletividade e eliminar essa ideia de que o indivíduo está acima de tudo. Eu não sou o centro do mundo. O mundo não gira em torno da minha felicidade, dos meus prazeres. Do contrário, vivemos pela coletividade, ou seja, vivemos pelos outros de maneira altruísta servindo-os com alegria. Viver em comunidade e em sociedade significa cuidar de si e do próximo.

Assim, a partir do texto do Evangelho que ouvimos o confirmando Daniel ler, podemos encontrar pelo menos duas lições importantes e fundamentais para o nosso Admirável Mundo Novo:

1 O AMOR QUE RECEBEMOS

Jesus está contanto uma parábola. Trata-se de uma história que quer ensinar alguma coisa e que pode ter acontecido ou não. Fato é que um homem devia 10 mil talentos ao seu senhor. Esse valo aqui não é um valor real, mas simbólico. 10 mil talentos equivaliam na época a 150 mil anos de trabalho. Jesus está falando de uma dívida que seria impossível de ser paga. Não é uma dívida real. Nem um país poderia ter tanto dinheiro assim, quanto mais uma pessoa. A história quer ilustrar que esse homem tinha uma dívida que não poderia ser paga de jeito nenhum. Ele não podia fazer nada por si mesmo. A sua força e os seus recursos eram completamente inúteis.

O senhor então propõe que ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possui fossem vendidos. Desta forma, a dívida estaria paga, liquidada. Porém, aquele homem e sua família passariam a viver uma vida de escravidão. Eles não seriam mais humanos, mas seriam transformados em propriedade. Seriam coisificados em objetos com vida útil, prazo de validade. Deixariam de ser humanos para serem transformados em objetos.

Diante do que aconteceu, o homem teve apenas uma alternativa. Ele se prostrou diante dos pés de Jesus e disse (v. 26): “Tenha paciência comigo, e pagarei tudo ao senhor”. Ora, aquele homem sabia que a sua dívida era impagável. A paciência do senhor não adiantaria, pois aquele homem nunca iria conseguir pagar a dívida. Aquele devedor apenas suplica por misericórdia. Ele implora para que o Senhor seja paciente, mas ainda queria fazer algo para impedir a sua desgraça. Então o senhor responde de maneira completamente inesperada (v. 27): “E o Senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida.” Oras, o servo esperava um pouco de clemência, mas não tanto. Lembre-se que ele tinha uma dívida que era impagável. Mas ele foi completamente perdoado. Agora estava completamente livre. Não devia mais nada!

Esta é a loucura da salvação. A nossa dívida com Deus é impagável. O que Adão e Eva fizeram continua causando desgraça na nossa vida e também na criação de Deus. O ser humano possui uma dívida com Deus que ele não é capaz de pagar. O ser humano até pode pedir por paciência, tentar dar jeitos de escapar da destruição, mas nada é suficientemente capaz de lhe salvar. Porém, Deus não descarta o ser humano em seu pecado, em seus dilemas, em suas crises como algo inútil e sem valor. Deus não abandona o fraco. Ao contrário, Deus se faz carne em Jesus. Deus se faz como um de nós. Ele sente tudo o que nós sentimos, necessita tudo o que necessitamos, vive como vivemos. Deus se faz carne, vive como um de nós e passa inclusive pela dor da nossa morte. Deus não descarta os pecadores, fracos e tristes, mas morre por eles em uma cruz. Através do Deus que morre na cruz, o Ocidente substitui a noção de que apenas os belos, sábios e fores são alguma coisa. Do contrário, através do Deus que morre na cruz, todos são, por direito, iguais. O Deus que morreu na cruz substituiu a noção de que algumas vidas são úteis e outras inúteis para uma noção de que todas as vidas são valiosas em si mesmas, mesmo na fraqueza, pobreza e constante ameaça de morte. O Deus que morre na cruz está com os que sofrem o insucesso. Ele está com aqueles que não são para confundir os que acham que são alguma coisa.

O teólogo alemão Friedrich Nietzsche diz no seu genial livro Genealogia da Moral: Deus se tornou “o único que pode redimir o homem daquilo que para o próprio homem se tornou irredimível – o credor se sacrificando por seu devedor, por amor”4. Sim! É exatamente isto que está no nosso texto bíblico: o credor perdoa ao devedor que tinha uma dívida impagável. O credor não apenas perdoa o devedor, mas também se sacrifica em seu lugar. Ser cristão significa não viver um endeusamento de si, mas a disposição em se sacrificar pelo outro. Ser cristão não é apenas a busca pela felicidade própria, mas a disposição a sacrificar o que nos é importante para que o outro também possa ser feliz. Nas relações amorosas isso é muito importante: quando ninguém quer ceder e um coloca no outro a completa responsabilidade pela sua felicidade sem uma disposição para fazer a outra pessoa feliz, as faíscas começam a aparecer.

O filósofo brasileiro Clóvis de Barros Filho diz no seu brilhante livro “Somos todos canalhas”: “o abestado, o monstruoso, o fraco, o raquítico, o deficiente. Graças ao pensamento cristão, todos esses passam a ter a mesma dignidade que o forte, o belo, o extremamente inteligente, o competente, o astucioso, o deslumbrante”5. E também que “o pensamento cristão inaugura a ideia de igualdade. Uma igualdade que não é de fato, porque de fato somos desiguais. Mas uma igualdade que é de direito”6. Veja: enquanto os gregos e os romanos valorizavam apenas aqueles que poderiam oferecer alguma capacidade, o cristianismo inaugura a ideia de que todos são iguais e dignos, não importando se são fortes ou fracos, belos ou feios, idosos ou crianças, etc.

E esta ideia vem exatamente do ensino de Jesus onde alguém que não tem nada a oferecer é perdoado pura e simplesmente por graça. Aquele homem e sua família são mantidos como seres humanos ao invés de serem coisificados em objetos que são usados por um momento e descartados logo em seguida. Cristianismo é isso: amor incondicional a aqueles que reconhecem que não podem fazer nada por si mesmos e nem pelos seus.

Esta visão de mundo sustentou a dignidade humana nestes últimos 300 anos de história, mas agora o Admirável Mundo Novo que classifica o ser humano em úteis e inúteis põe em cheque a dignidade dos fracos, maltrapilhos e indignos. O mundo centrado no “eu” não está nem aí para o que acontece com o outro. Assim vamos ao segundo ponto:

2 O AMOR QUE DOAMOS

Antes falamos do amor que recebemos. Aquele homem não merecia o perdão, mas mesmo assim o recebe, gratuitamente. Sua dívida era impagável, mas o seu senhor optou por amar ao fraco ao invés de transformá-lo em objeto.

Talvez imaginaríamos que este servo sairia daquele lugar com uma importante lição para a sua vida, que a partir dali viveria uma vida na prática do bem, do amor, da compaixão para com os seus semelhantes. Infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Ele recebeu o perdão por uma dívida impagável, mas (v. 28): “Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários. Agarrando-o, começou a sufoca-lo, dizendo: “Pague-me o que você me deve.””. Enfim, a hipocrisia!

Aquele servo foi perdoado de uma dívida que nos cálculos da época demoraria 150 mil anos para pagar; porém, não foi capaz de perdoar seu conservo que lhe devia apenas 100 denários, ou seja, que demoraria apenas 100 dias para lhe pagar. Ele foi perdoado, mas se negou a perdoar. O servo teve a sua dignidade humana mantida, mas foi incapaz de considerar a dignidade do outro. O que seu conservo lhe diz? (v. 29): “Tenha paciência comigo, e pagarei tudo a você.” O conservo fala a mesma frase que o servo disse ao senhor, mas o resultado é completamente perdoar. Aquele que foi perdoado preferiu tratar o outro com indignidade, lançando lhe na prisão. Aquele que teve sua dignidade mantida tratou o seu devedor como um inútil. Colocou as diferenças pessoais acima da igualdade.

Jesus faz aqui referência à nossa vida. Fomos perdoados incondicionalmente por Deus. Através de Jesus Cristo, não devemos mais nada a Deus. Em gratidão, usamos nossos talentos, nosso tempo e nosso tesouro para servir amorosamente no seu Reino. Temos acesso ao perdão por causa de Cristo e não dos nossos atos de bondade. Por causa de Cristo somos aceitos por Deus.

Porém, como aquele servo, recebemos o perdão, mas nos negamos a perdoar. Sabemos o peso da nossa culpa diante de Deus e também o alivio que a cruz nos trouxe, mas nos negamos a aliviar a culpa daqueles que nos devem. Assim, agimos de maneira hipócrita por recebermos algo, mas negarmos isso aos outros. Ao invés de aliviarmos o peso da outra pessoa, colocamos ainda mais peso por causa da incapacidade de perdoar.

Há um ditado que diz: “Não perdoar é como tomar veneno esperando que o outro morra.” Quando não oferecemos o perdão, não apenas impossibilitamos que a outra pessoa esteja livre da sua culpa, mas também nós enchemos o nosso coração de amargura, ódio, rancor. Assim como fomos perdoados, a vivência do Evangelho é oferecer o perdão, bem como o pedir perdão.

Como vivemos cada vez mais encurvados em nós mesmos, em nosso mundinho e sem dar importância à coletividade, também se torna cada vez mais difícil perdoar. É muito mais fácil cortar a amizade ou o relacionamento. O teólogo brasileiro Prof. Dr. Euler Renato Westphal diz: “Agora, receber e doar perdão são substituídos pela retribuição e satisfação por meio de processos e de indenizações. Essa é a expiação mundana”7. A alegria do perdão é substituída, portanto, pela alegria de vencer um processo e receber uma indenização. O Evangelho não é assim

Euler também diz:

Deus nos carrega nos seus braços, apesar e em meio às nossas imperfeições e aos nossos insucessos. Deus nos abraça na cruz de Cristo. O perdão sempre é incondicional, porque recebemos perdão incondicionalmente. Assim, trilhamos a vida cristã sendo justos e pecadores, por causa de Cristo.8

Assim como Deus nos carrega nos braços, o Evangelho nos ensina a carregamos os outros, mesmo em meio aos seus fracassos, insucessos e imperfeições. Não existe outro perdão que não seja o perdão incondicional. O perdão que não é incondicional, ou seja, sem condições, não pode ser considerado um perdão verdadeiro. O perdão que coloca como condição o afastamento, o não poder olhar ou conversar, não é perdão, mas escravidão.

O perdão liberta a outra pessoa e a nós mesmos de vivermos uma vida de amargura. O perdão traz liberdade, paz e tranquilidade. O outro é liberto de viver pela sua utilidade. Ele passa a ser livre para ser aquilo que é e para descobrir o sentido da vida no prazer de viver na coletividade. Uma comunidade só pode existir quando há disposição para sacrifícios e para o perdão. Do contrário, tudo se torna apenas uma grande guerra, um grande conflito de interesses.

Não sejamos como aquele servo que recebeu o perdão, mas não o quis dar ao seu próximo. Nós confessamos a Jesus Cristo como nosso único e suficiente Senhor e Salvador pessoal. Tudo o que precisava ser feito para a nossa salvação Cristo já realizou e consumou na cruz. Ele é o Deus que se faz fraco e está com os fracos. O cristianismo doou ao Ocidente a ideia de que todas as pessoas tem o direito de serem iguais, mesmo sendo diferentes.

As feridas precisam de tempo para ser curadas. Mas tenha certeza: o verdadeiro ato de perdoar ou de pedir perdão pode te trazer uma libertação imensa. Você não precisa ficar com essa culpa em seu coração; ou não precisa deixar a outra pessoa com o peso no coração. Quem sabe hoje mesmo o Evangelho toque você para entrar em contato com aquela pessoa que você descartou da sua vida como algo inútil. Quem sabe um pai ou uma mãe pode telefonar para o filho ou a filha; quem sabe o filho ou a filha pode telefonar para o pai e a mãe; quem sabe os irmãos podem telefonar e, mesmo tremendo, pedir ou dar o perdão; quem sabe vizinhos possam se perdoar incondicionalmente; quem sabe casais possam ter um grande momento de reconciliação; quem sabe amigos que se distanciaram possam hoje retomar o contato. O milagre do perdão pode fazer aquilo que nosso ego diz ser impossível!

Não seja como o homem que recebeu o perdão, mas se negou a perdoar. No final do culto, sempre oramos “perdoa as nossas dívidas assim como nós também perdoamos aos nossos devedores”. Só podemos orar isso se verdadeiramente entendemos a libertação que o perdão traz ao outro e a nós mesmos.

Que todos nós possamos ser abençoados com uma vida de perdão onde o outro tem sua dignidade mantida mesmo sendo tão diferente de nós mesmos. Perdoe como você foi perdoado!

Amém!

REFERÊNCIAS

BARROS FILHO, Clóvis; POMPEU, Júlio. Somos Todos Canalhas. Rio de Janeiro: Casa da Palavra: 2015.

NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Genealogia da Moral. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

VATTIMO, Gianni. A Idade da Interpretação. In: ZABALA, Santiago (org.). O futuro da religião: solidariedade, caridade e ironia. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2006.

WESTPHAL, Euler. Existência sob a cruz – somos justos e pecadores. Jorev Luterano, Porto Alegre, ano 41, n. 753, p. 8-9, ago. 2012.

Notas e referências

  1. VATTIMO, 2006. p. 72.

    ↩
  2. BONHOEFFER, 2009. p. 68.

    ↩
  3. BONHOEFFER, 2009. p. 70.

    ↩
  4. NIETZSCHE, 2009. p. 74-75.

    ↩
  5. BARROS FILHO; POMPEU, 2015. p. 114.

    ↩
  6. BARROS FILHO; POMPEU, 2015. p. 114.

    ↩
  7. WESTPHAL, Euler. Existência sob a cruz – somos justos e pecadores. Jorev Luterano, Porto Alegre, ano 41, n. 753, p. 8-9, ago. 2012.

    ↩
  8. WESTPHAL, 2012. p. 9.

    ↩