OpiniãoO orçamento secreto é “diabólico”
O diabo existe! Ele reina no “reino das trevas”.
Mas o que é o “reino das trevas”?
É o “orçamento secreto”; é aquilo que é feito por “baixo dos panos” de maneira escondida e oculta; é achar meios para continuar com os próprios planos maquiavélicos onde “o fim justifica os meios”.
O “reino das trevas” está onde não há conhecimento, transparência e, enfim, democracia. Não é à toa que a Idade Média é conhecida (pelo positivismo de Comte) como “Idade das Trevas”. O “reino diabólico” flerta facilmente com o absolutismo, o totalitarismo e o autocratismo. Sim! O “diabo” não aceita ser contrariado e vencido; e nada lhe deixará mais furioso que perder por escolha da maioria! O “diabo” detesta a democracia, pois ela é uma grande “pedra no seu caminho” ao lhe impedir de executar todos os seus “planos demoníacos”.
Além do mais. esse agir “secreto” e “oculto” com o dinheiro público é o que de mais diabólico existe e que demonstra a própria existência do “diabo” não como uma entidade metafísica, mas um “poder” palpável e com representatividade na política; o “diabo” não é “uma pessoa”, mas o conjunto daqueles que tramam a favor dos seus próprios interesses “por baixo dos panos”. O poder “diabólico” não é metafísico, mas palpável, com nome e sobrenome, formas, cores e cheiro – e como fede!
Vale ainda mencionar que a palavra “diabo” vem da junção da preposição grega “δια” (dia) – que significa “através” – com o verbo grego “βαλλω” (ballw) – que significa “jogar”. Portanto, “διαβαλλω” (diaballw) significa “jogar através” no sentido de “dividir, separar, afastar, causar confusão”; no grego, o antônimo de “diabo” é “símbolo” que vem da junção da preposição “συμ” (sym) com o mesmo verbo “βαλλω”. Assim, “συμβάλλω” significa “jogar junto, reunir, concordar”. Enquanto o que é “diabólico” separa, o que é “simbólico” une. Por isso, a democracia, a transparência e a harmonia entre os poderes é algo “simbólico” (não no sentido metafórico, mas real) enquanto a desinformação através de fake news, as ameaças à democracia e o desequilíbrio oculto do poder é completamente “diabólico” (com perdão pela redundância: não no sentido metafórico, mas real).
Portanto, como cidadãos, sejamos sóbrios e vigilantes (1 Pedro 5.8-9), astutos como as serpentes e sem malícia como as pombas (Mateus 10.16). Tenhamos discernimento para sondar quais “forças”, “poderes” e “ideias ocultas” estão presentes naqueles que estão onde estão por causa da escolha popular dos/as eleitores/as. E que todo orçamento secreto e todo “sigilo centenário” venham a “cair por terra” em nome da democracia, da transparência e do respeito para com a população brasileira.