Lei e EvangelhoSimul justus et peccator
Um Pastor Luterano

Was Christum Treibet (Martin Luther).

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Discípulos contemplam o céu na Ascensão do Senhor.Pregações

Ressurreição e Ascensão

Amados irmãos, amadas irmãs,

Jesus ressuscitou. E nós vimos os impactos disso nos últimos cinco cultos:

1 NA VIDA DE PEDRO

2 NA VIDA DE LUCAS

3 NA VIDA DA IGREJA

4 NA VIDA DE JOÃO

5 NAS PERSEGUIÇÕES

A ressurreição de Jesus mudou tudo. A tristeza foi imediatamente substituída por uma alegria inigualável. Agora os discípulos poderiam ter esperança novamente. Embora a morte sempre vença, naquela vez a morte perdeu! O próprio Jesus estava vivo e de carne e osso na presença dos discípulos, tanto que eles o tocaram e o próprio Jesus comeu com eles. A própria Escritura testemunha: “Então lhe apresentaram um pedaço de peixe assado, e ele comeu na presença deles.” (Lucas 24.42). Um fantasma não poderia comer como Jesus comeu. Ele ressuscitou com o corpo. Ainda permaneceu por 40 dias com os discípulos e foi visto por mais de 500 irmãos, conforme 1 Coríntios 15.6.

Lembro-me que costumeiramente passava o filme da vida de Jesus na Rede Globo anualmente na sexta-feira da Paixão. Tanto aqueles filmes como outros nunca informavam que Jesus permaneceu ainda por 40 dias com os discípulos e que só então ele subiu aos céus. A falta dessa informação pode nos fazer acreditar que Jesus ressuscitou, apareceu aos discípulos e imediatamente subiu aos céus, porém, não foi o que aconteceu.

Lucas, como médico e historiador, é o único dos evangelistas que relata a Ascensão de Jesus. E ele a menciona no final do evangelho e no início do livro de Atos, ambos de sua autoria. Onde o livro Lucas termina, inicia o livro de Atos. A Ascensão de Jesus deveria ser comemorada com mais intensidade, pois é importante como a ressurreição.

O pastor Hernandes Dias Lopes afirma que “a ressurreição de Jesus é um fato robustamente comprovado.” Os adversários de Jesus fizeram de tudo para encobrir o fato da ressurreição. Disseram que Jesus não tinha morrido de verdade (na cruz?), ou que os discípulos subornaram os guardas e roubaram o corpo (com que dinheiro?), ou que as mulheres foram ao túmulo errado (como assim?). Entretanto, mesmo com todo o seu poder, não conseguiram fazer o mais essencial para provar que Jesus não havia ressuscitado: não mostraram o corpo. A narrativa das autoridades fracassou diante da verdade de que Jesus, de fato, ressuscitou e apareceu vivo aos discípulos.

Após tudo isto, chegou a hora de partir. É o momento de despedida dos discípulos. Jesus voltará para o Pai, mas não deixará os cristãos órfãos: Ele enviará o Consolador. As últimas palavras de Jesus com os discípulos são muito importantes:

1 A MISSÃO DE JESUS (v. 44-45)

Assim nos diz o v. 44: “A seguir, Jesus lhes disse: - são estas as palavras que eu lhes falei, estando ainda com vocês: era necessário que se cumprisse tudo o que está escrito a respeito de mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.” Jesus elimina as últimas dúvidas dos discípulos. Sua morte e ressurreição não foi um erro de percurso, mas estava nos planos de Deus desde o princípio. O Plano da Salvação de Deus era entregar seu único Filho como sacrifício vivo para que o ser humano pudesse ser reconciliado com Deus. O que humanamente parece loucura, e, assunto de psiquiatra, era, originalmente o plano de salvação de Deus. E agora Jesus deixa isso claro aos discípulos.

Por isso, diz o versículo seguinte: “Então lhes abriu o entendimento para que compreendessem as Escrituras.” (v. 45). E o próprio Jesus continuou: “Assim está Escrito que o Cristo tinha de sofrer, ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia.” Mas, onde está escrito? De quais textos Jesus está falando?

a) Tinha de sofrer: Assim diz Isaías 53.1-12: (Ler o texto).

Jesus precisava ser esmagado na cruz para que através de suas feridas fôssemos sarados. Jesus foi enviado para a tarefa da substituição: sofrer o que estava preparado a nós!

b) Tinha de ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia: Oséias 6.1-3: (ler).

Ele morreu, mas havia a promessa da ressurreição dos mortos. Ele não ficaria morto, mas voltaria à vida para nos dar esperança e mostrar que a morte não tem a ultima palavra.

Portanto, nada foi inesperado para Deus. Tudo aconteceu conforme ele havia planejado para conceder Salvação e Vida Eterna a todos aqueles/as que creem e confessam Jesus Cristo como seu único e suficiente Senhor e Salvador. Mas, o que fazer com essa informação?

2 A MISSÃO DOS DISCÍPULOS (v. 47-49)

A resposta está nos versículos 47-49: “e que em meu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando em Jerusalém. Vocês são testemunhas dessas coisas. Eis que envio sobre vocês a promessa de meu Pai: permaneçam, pois, na cidade, até que vocês sejam revestidos do poder que vem do alto.”

A tarefa dos discípulos é ir e anunciar. Tudo aquilo que Deus revelou a eles não deveria ficar apenas entre eles. O Evangelho não tinha o propósito de ser um segrego. O propósito do Evangelho é que ele se tornasse público. Deus cumpriu sua missão em Jesus. Agora os discípulos deveriam cumprir sua missão, anunciando o Evangelho à todas as nações, mas não antes da autorização de Deus. Primeiro, eles precisam ser revestidos do poder que virá no próximo Domingo, em Pentecostes. Então estarão plenamente capacitados pelo poder de Deus para pregar o Evangelho a amigos e inimigos de Jesus.

O poder que veio do alto fortaleceu de uma vez por todas a fé dos discípulos de modo que não possuíam mais medo de nada, nem mesmo da morte. Com exceção de João, todos morreram por defenderem a verdade do Evangelho. A ressurreição que transformou suas vidas agora transformava também as vidas de muitas outras pessoas. O mundo passou a ser impactado pela mensagem transformadora de Jesus.

3 A ASCENSÃO DE JESUS (v. 50-53)

Jesus os leva até Betânia. Não era qualquer lugar. Não é uma cidade aleatória. Betânia estava nos planos de Deus para ser o lugar da Ascensão. Foi em Betânia que Lázaro foi ressuscitado. Mas Betânia também ficava próxima ao Monte das Oliveiras onde Jesus foi morto. No Monte, Jesus sofreu em agonia; agora, próximo do monte, ele tem sua vitória reluzente!

É ali que ele deixa os discípulos e sobe aos céus. Uma cena tão bela e maravilhosa que chega a ser difícil de imaginar. Desta cena, muitos pintores fizeram grandes obras e compositores criaram belas melodias e harmonias. Seu nascimento foi humilde, seu ministério foi em simplicidade, sua morte foi um horror, mas sua ressurreição e ascensão foi em glória. Jesus sobe aos céus abençoando os discípulos, com as mãos naquela posição em que os pastores encerram o culto. Jesus estava indo, mas estaria sempre presente com os discípulos que voltam a Jerusalém cheios de alegria e permanecem no templo louvando a Deus.

Após a ascensão de Jesus, só nos resta adorar e louvar. Os planos de Deus são perfeitos. Os caminhos de Deus são maiores que os nossos caminhos e os pensamentos de Deus são maiores que os nossos pensamentos. O que Deus planejou e executou foi perfeito. Só nos resta fazer como os discípulos: ir em alegria e anunciar a vitória de Jesus.

Jesus subiu ao céu, mas não estamos sozinhos. No próximo Domingo, o Pentecostes, comemoramos a vinda do Consolador. Deus está conosco nesta situação que estamos passando. Não percamos a alegria da vitória de Jesus. Que ele possa reinar diariamente em nossos corações. Que possamos testemunhar sem ter medo ou vergonha o Evangelho da Salvação.

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os nossos corações e as nossas mentes em Cristo Jesus, amém.