Lei e EvangelhoSimul justus et peccator
Um Pastor Luterano

Was Christum Treibet (Martin Luther).

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Sentinela observa um viajante retornando pelo caminho.Pregações

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Amados irmãos, amadas irmãs,

o Reino de Judá e sua capital Jerusalém viviam momentos de glória. A nação ia muito bem. No Reinado estava Josias que acabou de assumir o trono. Josias foi um dos mais importantes reis do Antigo Testamento. Há alguns domingos atrás conhecemos o desastre que foi o reinado do Rei Acabe que se casou com Jezabel que acabou levando o povo à idolatria, ou seja, a adorar outros deuses e não ao único Senhor Deus de Israel; já Josias é diferente. Josias foi um excelente rei diante de Deus e do povo.

Sabe com quantos anos Josias começou a reinar? Assim nos diz em 2 Reis 22.1: “Josias tinha outo anos de idade quando começou a reinar e reinou trinta e um anos em Jerusalém.” Ele era filho de Amom, um rei que, conforme 2 Reis 21.20, “fez o que era mau aos olhos do Senhor, como Mamasses, seu pai, havia feito.” Ou seja: o pai e o avô de Josias fizeram o que era mau perante o Senhor. Poderíamos esperar que também o reinado de Josias seria um desastre, porém, nos diz em 2 Reis 22.2: “Josias fez o que era reto aos olhos do Senhor.” Mesmo que seu pai e avô tivessem abandonado os caminhos de Deus, Josias estava disposto a seguir no caminho da justiça e da retidão diante de Deus.

No Reinado de Josias, aconteceu algo incrível. Josias decidiu que o Templo de Jerusalém (que havia sido construído pelo Rei Salomão) precisava de uma reforma. O Sumo Sacerdote Hilquias deveria cuidar desta obra. Aconteceu que na reforma, Hilquias encontrou o Livro da Lei. Naquele tempo não havia tantas Bíblias disponíveis como temos atualmente. E ela ainda não era completa, mas continha apenas os 5 primeiros livros: Gênesis, Êxodo, Levítico e Deuteronômio. Não havia muitas cópias em circulação e chegou um ponto em que a Torah (o livro sagrados dos judeus) estava completamente esquecido. Nem os reis e nem o povo se lembravam da Palavra de Deus. Porém, o Sumo Sacerdote Hilquias encontrou o livro perdido e prontamente encarregou a Safã de ler o livro para o Rei Josias.

Safã então leu os cinco primeiros livros da Bíblia para o Rei Josias e uma inevitável descoberta aconteceu: nem o Rei e nem o povo estavam cumprindo a vontade de Deus. A grande verdade é que estavam distantes da Lei de Deus. E esta lei, no seu primeiro uso, não tem uma função religiosa, mas a preservação da própria vida. Quando Safã terminou de ler, o Rei Josias disse, em 2 Reis 22.13: “É grande o furor do Senhor contra nós, porque nossos pais não deram ouvidos às palavras deste livro, para fazerem segundo tudo o que está escrito a nosso respeito.”

O Rei Josias reconheceu que estavam distantes da Palavra de Deus e decidiu que algo precisava ser feito. Por isso, começou a fazer uma reforma religiosa na nação. Todos os objetos que eram dedicados a outros deuses deveriam ser retirados do Templo. Judá deveria ser a nação somente do Senhor. Diz também a palavra em 2 Reis 23.24: “Josias também eliminou os médiuns, os feiticeiros, os ídolos do lar, os ídolos e todas as abominações que se viam na terra de Judá e em Jerusalém, para cumprir as palavras da lei, que estavam escritas no livro que o sacerdote Hilquias havia achado na Casa do Senhor.” O que Josias fez não tinha comparação em toda a história do povo de Judá. Tanto que a própria Bíblia testemunha em 2 Reis 23.25: “Antes dele, não houve rei que lhe fosse semelhante, que se convertesse ao Senhor e todo o seu coração, de toda a sua alma e com todas as suas forças, segundo toda a lei de Moisés; e, depois dele, nunca se levantou outro igual.” O Rei Josias havia, portanto trazido o povo de Deus de volta para a sua Palavra. Deus se agradou novamente do seu povo. Se o povo permanecesse fiel à esta aliança, não haveria mal sobre eles.

Porém, o Rei Josias morreu. Em seu lugar reinou Joacaz. Enquanto Josias reinou por trinta e um anos, Joacaz reinou apenas três meses. O motivo está em 2 Reis 23.32: “Joacaz fez o que era mau aos olhos do Senhor, segundo tudo o que seus pais haviam feito.” Enquanto Josias havia trabalhado para o Reino de Deus e para o resgate da Palavra de Deus dentre o povo, Joacaz abandonou a Palavra de Deus e, por isso, não durou muito. No seu lugar reinou Jeoaquim que, conforme 2 Reis 23.37, também “fez o que era mau aos olhos do Senhor, segundo tudo o que seus pais haviam feito.” Também Jeoaquim não durou muito e em seu lugar chegou Joaquim que, conforme 2 Reis 24.9, também “fez o que era mau aos olhos do Senhor, como o seu pai havia feito antes dele.” Ou seja: Josias foi um excelente Rei diante do Senhor, mas seus três sucessores Joacaz, Jeoaquim e Joaquim levaram novamente o povo à idolatria, a fazer o que era mau aos olhos do Senhor.

É no reinado deste último rei que vive Ezequiel. Ezequiel provavelmente nasceu no período do reinado de Josias, o bondoso Rei. Teve sua adolescência com Joacaz e Jeoaquim e na idade adulta no reinado de Joaquim. Ezequiel nasceu no auge espiritual do Reino de Judá, mas cresceu vendo a decadência espiritual do seu povo por causa dos seus reis. Ezequiel vivenciou a experiência de quatro reis, o primeiro que servia a Deus e os outros três que abandonaram o Senhor.

Diante do cenário de um povo que não serve mais ao Senhor, a desgraça é algo inevitável. Se antes o povo de Deus venciam todas as guerras, agora eram presas fácil dos povos vizinhos que estavam famintos para devorá-los; se antes o próprio Senhor era o Deus dos Exércitos que ia às batalhas, agora o povo está abandonado à sua própria sorte. E isso aconteceu porque embora Josias tivesse trazido a Palavra de Deus para o seu devido lugar dentro da nação, seus sucessores novamente a abandonaram por completo.

A situação chegou a um ponto delicado. Deus ficou irado com o seu povo. Não foi Deus quem quebrou a aliança, mas o povo. E então nos diz em 2 Reis 24.20: ‘Foi por causa da ira do Senhor contra Jerusalém e contra Judá que isto aconteceu, a ponto de os rejeitar da sua presença.” E então os babilônios cercaram à cidade de Jerusalém. Ninguém entrava e ninguém saia. Também nada entrava e nada saia. Nesta situação, pouco tempo depois, conforme 2 Reis 25.2, “a cidade se via apertada pela fome, e não havia pão para o povo da terra.” Os babilônios foram inteligentes. Não iriam atacar o povo enquanto estivesse forte. Do contrário, preferiram cercar a cidade de Jerusalém e primeiro esperar o povo enfraquecer. Ezequiel presenciou toda esta situação.

Nesta época já estava no trono o Rei Zedequias que também fez o que era mau aos olhos do Senhor. Os filhos de Zedequias foram mortos na sua frente. Após isso, o Rei Zedequias foi amarrado e arrastado para a Babilônia. E o povo de Judá? Conforme 2 Reis 25.8-9: “No sétimo dia do quinto mês, do décimo nono ano do reinado de Nabucodonosor, Rei da Babilônia, Nebuzaradã, chefe da guarda e servidor do rei da Babilônia veio a Jerusalém. Ele queimou a Casa do Senhor e o palácio real, bem como todas as casas de Jerusalém. Também entregou às chamas todas as construções importantes.” Aquela nação que antigamente causava medo nos povos vizinhos agora estava reduzida ao pó. Os autores dos livros de Reis atribuem esta desgraça aos reis e ao povo que abandonaram o Senhor.

Além da destruição, o povo é arrastado para uma terra estranha. O povo é levado para a Babilônia. Perderam seus reis, seu lugar de culto, seu território, enfim, sua identidade. Com eles vai Ezequiel talvez ainda lembrasse a prosperidade da nação sob o reinado de Josias e como a decadência foi se aprofundando cada vez mais a medida que os próximos reis se afastavam do Senhor. Também Ezequiel, que amava ao seu povo, agora está em uma terra estrangeira. Ezequiel vê o seu povo sofrer nas mãos dos babilônios.

Embora o povo tivesse que passar pelo furor do julgamento divino, Deus não havia abandonado seu povo. As provações aparecem não porque Deus nos abandonou, mas porque nós precisamos aprender alguma coisa que ainda não está clara. Agora, Deus fala com o povo por meio de profetas. Um dos escolhidos é Ezequiel. Em Ezequiel 2.3-5 encontramos o chamado do profeta, onde está escrito: “Filho do homem, eu vou enviá-lo aos filhos de Israel, às nações rebeldes que se rebelaram contra mim. Eles e os pais deles se revoltaram contra mim, até precisamente o dia de hoje. Os filhos têm a mente fechada e o coração endurecido. Eu vou enviá-lo até eles, e você lhes dirá: “Assim diz o Senhor Deus. “Eles, quer ouçam quer deixem de ouvir, porque são casa rebelde, saberão que um profeta esteve no meio deles.” Ezequiel tinha a tarefa de anunciar a Palavra de Deus a um povo que não queria ouvir a Palavra de Deus. Do contrário, eles a abandonaram por completo, mesmo que Josias a tivesse redescoberto.

E assim chegamos ao texto que ouvimos o confirmando Henry ler anteriormente. Ezequiel 33 faz parte dessa história de um povo que, embora fosse o povo escolhido para uma terra prometida, agora estava em um lugar distante e sem a sua identidade. Ezequiel, usado por Deus, faz um clamor ao povo. Ele é colocado como atalaia sobre a Casa de Israel. Atalaia significa um “vigia, observador”.

Ezequiel não deve anunciar ao povo aquilo que lhe agrada, mas as palavras que Deus colocar na sua boca. Este texto nos traz á tona que é de todos nós a responsabilidade de falar do amor e da Aliança de Deus, sendo que se não falamos e a pessoa morre sem salvação, isto também é nossa responsabilidade. Assim como Ezequiel, também nós precisamos levar aos outros aquilo que recebemos.

No tempo de Ezequiel, a promessa do Messias era apenas uma promessa. Ainda não estava cumprida. Eles apenas sabiam que um dia viria o Salvador. Já nós vivemos após o cumprimento da promessa. Nós já conhecemos Jesus. Nós já temos na Bíblia o Novo Testamento, ou seja, a Nova Aliança de Deus conosco, uma aliança que não depende do povo a que pertencemos ou do sangue que corre em nossas veias, mas que depende unicamente do autor da Aliança, Jesus Cristo que, como Sacerdote é, ao mesmo tempo também o sacrifício, aquele que derrama o sangue em uma cruz para que pudéssemos ter a Salvação. Como você se sente ao pensar que pessoas que você ama talvez não estarão no céu? E você tem anunciado o Evangelho? Você tem vivido o Evangelho? Quando as pessoas olham pra você, enxergam um cristão? Alguém que ama e vive a Palavra de Deus? Alguém que ama o seu próximo incondicionalmente?

O já falecido cientista ateu inglês Carl Sagan diz no livro Variedades da Experiência Científica – Uma Visão Pessoal da Busca por Deus:

Essa questão das provas da existência de Deus, se Deus tivesse querido nos dar alguma, não precisava ficar restrita a esse método meio questionável de fazer declarações enigmáticas a sábios antigos e torcer para que elas sobrevivam. Deus poderia ter gravado os Dez Mandamentos na Lua. Bem grande. Cada mandamento com 10 quilômetros de comprimento. E ninguém poderia vê-los da Terra, até que um dia grandes telescópios fossem inventados um uma nave espacial se aproximasse da Lua, e lá estariam eles, gravados na superfície lunar. As pessoas diriam: “Como aquilo foi parar lá?”. E haveria então várias hipóteses, a maioria delas extremamente interessante.

Ou por que não um crucifixo de cem quilômetros na órbita da Terra? Certamente Deus seria capaz de fazer isso. Certo? É claro, não criou o universo? Uma coisinha simples como colocar um crucifixo na órbita da terra? Perfeitamente possível. Por que Deus não faz esse tipo de coisa? Ou, em outras palavras, por que Deus seria tão claro na Bíblia e tão obscuro no mundo?1

Nós poderíamos perguntar como esse cientista: por que Deus não faz isso? Então o mundo inteiro iria acreditar, não é? Amados e amadas, Deus fez mais do que isso. Ele demonstrou um sinal muito maior que tudo isso que foi descrito: Deus foi pendurado em uma cruz! Este é o grande sinal. Se isso não basta para crermos, nada bastará!

Isto me lembra do hino Meu Irmão Tu Precisas Falar com Jesus do falecido P. Lindolfo Weingärtner. Em uma estrofe, diz: “o sinal mais claro e luzente foi erguido por Cristo Jesus; por amor ao mundo perdido, deu a própria vida na cruz.” Jesus é o cumprimento da promessa. E nossa tarefa é anunciar isso a todas as pessoas, como Ezequiel.

O convite está muito bem expresso no livro de Ezequiel, v. 11: “Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva. Convertam-se! Convertam-se dos seus maus caminhos! Por que vocês haveriam de morrer, ó casa de Israel?”

O desejo de Deus não é que o ser humano se perca. Se esse fosse o desejo de Deus, ele não teria enviado Jesus a morrer na cruz. Se o desejo de Deus fosse que o ser humano se perdesse, teria feito o dilúvio sem a arca. O plano de Deus não é condenar; o plano de Deus é salvar.

Entretanto, desde Adão e Eva, não apenas os reis, mas também nós fazemos o que é mau perante os olhos do Senhor. Já nascemos com o sinal do pecado. Nada do que fazemos está livre da marca do pecado, mesmo as coisas boas. Não há nada em nós capaz de nos salvar. A nossa natureza se inclina continuamente a abandonar a Deus e a tentarmos ser o nosso próprio deus.

Mas, hoje vem o convite amoroso do Senhor que te diz: “Converta-se”. Pastor, o que é se converter? Sabe quando você está andando de carro na ERS 239, por exemplo, e precisa fazer um retorno? Quando está indo para Novo Hamburgo, mas precisa ir para Araricá, você precisa fazer o retorno, não é? Isso é conversão. Quando se está indo por uma direção e é dada a volta de 180º para ir em direção ao lado oposto.

Judá estava indo em direção à perdição. Mas Deus não quer que os ímpios se percam. Eles foram chamados a mudar de direção e voltarem ao caminho de Deus. Em qual caminho você está seguindo? Aonde esse caminho vai te levar? Será que leva até Deus?

Em João 14.6 Jesus diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” Não há outro caminho; não há outro jeito; não há outra solução. Somente Cristo. Em um mundo de verdades líquidas, parece ofensivo dizer que Jesus é o ÚNICO caminho. Mas é isto. O Evangelho não é politicamente correto. Hoje somos convidados a deixarmos Deus mudar a nossa trajetória e guiar a nossa vida.

O maior sinal já foi revelado a nós: o escândalo e a loucura do Deus que morre na cruz. O convite que Ezequiel fez a Judá é o convite que Deus te faz hoje. Queres deixa-lo guiar tua vida? Não vais ter resposta para todas as tuas dúvidas, mas ele é Deus. Deixa Deus ser Deus da tua vida, da tua história.

Ezequiel não está trazendo essa palavra para os de fora; Ezequiel não está trazendo essa palavra para quem está perdido/a nas drogas; Ezequiel não está trazendo essa palavra para quem está perdido/a na prostituição; Ezequiel não está trazendo essa palavra para quem está em uma vida de crimes. Não! Ezequiel está trazendo essa palavra para os de dentro, para os que viviam com o Senhor, mas o abandonaram e o substituíram por falsos deuses; Ezequiel está trazendo esta palavra para aquele que, embora fosse o povo escolhido, estavam fazendo o que era mau aos olhos do Senhor; Ezequiel está trazendo esta palavra aos perdidos de dentro! Sim! Pode haver pessoas perdidas dentro do Templo que o frequentam desde sempre!

Ezequiel não está falando para os de fora, mas para os de dentro. E Deus manda Ezequiel anunciar: Convertam-se! Façam o retorno! Voltem para o caminho do Senhor! Abandonem a idolatria! Abandonem os seus próprios caminhos! Voltem para o Senhor!

Há muitos problemas fora da igreja, mas também com aqueles que estão dentro da igreja: um uma pessoa que se diz cristã mas nega o amor ao próximo precisa se converter; uma pessoa que se diz cristã mas não usa máscara na rua e não cuida dos outros, precisa se converter; um evento cristão que paga milhares de reais para ter um telão de LED, mas não investe em acessibilidade para pessoas com deficiência, alguma coisa está bem errada e precisa haver conversão; uma pessoa que se diz cristã mas se nega a pedir perdão ou a perdoar, essa pessoa ainda não entendeu o Evangelho e precisa se converter; uma pessoa que se diz cristã e julga os outros, fazendo-se ela a medida de todas as coisas, essa pessoa precisa urgentemente se converter; ontem era o dia da Amazônia: uma pessoa que se diz cristã, mas não defende o cuidado do meio ambiente, essa pessoa precisa de conversão.

Amados irmãos, amadas irmãs,

há ímpios dentro da própria Igreja. E Deus não quer a sua aniquilação. Deus não tem prazer na sua morte e condenação. O plano de Deus é salvar! O desejo de Deus é que todos sejam salvos. Não há nada bom em você que possa lhe dar a salvação. O ser humano não tem uma centelha divina dentro de si que lhe garante que Deus irá gostar dele. Tudo o que nós produzimos é pecado e maldição. Mas Deus veio nos salvar. O grande sinal aconteceu na cruz! Deus morreu na cruz! Essa é a loucura da salvação.

Que você possa mudar a sua direção, fazer o retorno e voltar para Deus. O Senhor lhe faz esse chamado nesta noite. Vamos orar!

(...)

Amém.

Notas e referências

  1. SAGAN, Carl. Variedades da experiência científica: uma visão pessoal da busca por Deus. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 187.

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